Existem certas coisas que parece que estão ai diante de nós,para nos fazer lembrar quem nós eramos e quem hoje somos.Esses fenômenos parece que sempre estão a nos dar um precioso recado,sempre que nos debatemos com suas presença:"Ei,agradeçam a Deus,veja o que você já passou,hoje você é feliz..."
É o caso do pequeno barraco da companheira,Jucivalda.Em meio a tantas casas e edificações de concreto,o barraco da irmã,Jucivalda,teima em existir,com seu próprio estilo,demonstrando que a vida pode ser vivida de diversas maneiras.
O que vem acontecendo na verdade,é um pequeno dilema.
Tudo começou,no tempo em que o assentamento Guanabara,ainda era um humilde acampamento,cheio de barracos de lonas e palhas,deformados por dentro e por fora.É que um dos moradores o senhor, Nivaldo Benedito,decidiu abandonar o acampamento,decisão que também foi acatada por seus familiares,deixando assim uma vaga no limite do acampamento.
Como o projeto da construção das casas,já estavam viabilizados e precisava da presença do senhor,Nivaldo Benedito,não foi possível construir a casa de número 29. Foi ai que depois de um curto espaço de tempo,surgiu a companheira,Jucivalda e sua família,que também fez parte de Guanabara, no tempo em que era um acampamento.
Por isso,enquanto aguarda a regularização de seu cadastro no Incra,(instituto de colonização a reforma agraria)para ter a sua casa construída,a companheira Jucivalda,junto com a comunidade, decidiu fazer um barraco,para que ela viesse a morar junto com sua família,e aguardar a sua vez.
E dessa forma passou a existir um pequeno barraco em meio a grandes casas,fazendo os Guanabarenses se lembrarem quem eles eram e de onde vieram.


